A simplicidade em um artista

Danilo de S’Acre nasceu em 1958 na colônia Custódio Freire. Um lugar rodeado pela natureza que despertou nele um olhar atento. Foi protagonista de uma infância simples, mas que ativou um desejo pelo desenho e através da sua observação.  Era um menino que usava areia, carvão e fazia arte sem imaginar que se tornaria um artista.

Aos seus sete anos de idade, de S’Acre se mudou para zona urbana, onde começou a rabiscar. Passou a ter canetas, pincéis e a notar as coisas de outra forma. Seus primeiros rabiscos sofreram influência dos gibis e do cinema, considerados essenciais para sua formação. Os anos foram passando e seus desenhos se desenvolvendo. E novas experiências surgiram.

Danilo viajou aos 18 anos para Brasília, para estudar. Através de algumas oportunidades, conseguiu trabalho e aprendeu com grupos de teatro. Tempos depois, retornou ao Acre, onde  iniciou uma participação no teatro com o Grupo  Semente, trabalhou na Universidade Federal do Acre – Ufac e compôs a equipe do jornal O Varadouro. Depois, saiu novamente pelo mundo iniciando suas exposições de pinturas pelo Nordeste e morou vários anos na Itália.

O  artista, ao ser perguntado se sofreu pressão social devido à escolha da profissão, diz que não foi pressionado, mas houve algumas brincadeiras. E pontua: “meus pais também falavam que eu não teria dinheiro e não conseguiria me sustentar através da arte, porém sempre estiveram ao meu lado, junto com outras pessoas que contribuíram com gibis e outros materiais”.

O artista Danilo de S’Acre diz que estar em processo de aprendizado é algo necessário, e ele está sempre em busca de novas descobertas. Seus relacionamentos e seus conflitos estão refletidos em seus trabalhos. 

Thawana Alexandrino

Anúncios