Mulheres nas eleições 2018

Dos candidatos que soam pelas rodas de papo da cidade e dos tantos outros que possam surgir, é preciso falar da figura feminina neste pleito. Pelo que parece e é comum (mas não deveria), somente uma candidata se anuncia na disputa do governo estadual.

É importante lembrar que a representação política feminina no país está muito aquém do ideal.  Segundo os dados do Portal Brasil, a participação das mulheres na Câmara dos Deputados é de 9%, número semelhante aos 10% registrados no Senado. No Poder Executivo, a situação não é diferente, das 26 capitais, somente duas têm mulheres como representantes.

A tímida representação feminina no Poder Legislativo se mantém inalterada mesmo depois da aprovação da Lei Eleitoral 9.100/95, que estabelece o mínimo de 30% de candidatas mulheres. Em 55 anos de emancipação do Acre, somente uma mulher assumiu como governadora, Iolanda Fleming (1986-1987). Não que isso seja um problema, não se mede ou aponta a competência dos nossos governantes sob a questão de gênero. No entanto, precisamos enquanto sociedade reduzir as diferenças entre homens e mulheres, principalmente no setor político.

Nazaré Araújo é pré-candidata ao governo estadual em 2018. Ela já atua no cenário político há quase três anos como atual vice-governadora, sem nada que a desabonasse. Antes, ela foi procuradora geral do Estado, sendo reconhecida e elogiada pelo trabalho realizado. Apesar disso, fica a sensação de que sua atuação é relegada a um segundo plano frente aos interesses do governo. É preciso romper barreiras e valorizar ações das lideranças femininas, sem associações óbvias como remeter à história política do pai, por exemplo.

Dos prós e contras registrados ao longo da história, todas eleições trazem expectativas quanto a atuação das mulheres na política. É sempre uma oportunidade de preencher essa lacuna e ampliar a representação feminina local em cargos eletivos, assim como em outras áreas da sociedade.