Memória traiçoeira

O fato ocorreu no ano de 2014. Um servidor da Prefeitura de Rio Branco retornava para sua residência após uma sexta-feira cansativa de trabalho, para pegar seu carro estacionado na Rua Rui Barbosa, ao lado do Hotel Pinheiro.

Final da tarde, término do expediente, querendo chegar logo em casa, o funcionário vai ao local onde costumava deixar seu carro estacionado. Logo veio a surpresa:

Roubaram meu carro! não acredito. E completou: – Passei a mão no bolso para procurar a chave, não estava, voltei para procurar no trabalho. Como não achei, pensei ter emprestado…

Na falta de lembrança, começou a ligar para parentes e amigos que poderiam ter pedido emprestado. Com as negativas, o desespero foi aumentando, juntamente com a chegada da noite.

Já era tarde quando se convenceu do roubo: – Passei a mão mais uma vez na calça, na parte de trás, e descobri que chave estava comigo. Aí sim, tive a certeza que eu tinha sido roubado.

Angustiado, começou a acionar amigos que trabalhavam na Segurança Pública para alertar sobre o ocorrido. Diante de vários contatos, a Polícia Militar mandou uma viatura ao local. Ao chegar, pediram os dados do veículo para iniciarem as buscas.

Depois de três minutos, veio à informação: seu carro fora encontrado a menos de duzentos metros, em uma rua paralela ao local de onde ele estava, em frente ao Serviço Social do Comércio do Acre – SESC/AC.Foi quando o servidor lembrou que pela manhã não havia vaga para estacionar em seu local habitual.

A vergonha era tamanha, que sequer pedi desculpas aos policiais e às pessoas a quem perturbei. Nunca mais estacionei meu carro na rua e passei a pagar estacionamento particular.

Edinauro Braga Rodrigues

 

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