Tapem os ouvidos

Buzinas de carro, niveladoras de azulejo, furadeiras, britadeiras, carros de som, propagandas de lojas no Centro da cidade. Poluição Sonora. Entre construções e carros, vemos uma cidade que se reinventa, se renova, muda de cara, de cor, de gosto, pessoas vão e vem e estão sempre imersas no cotidiano barulhento. Já se acostumaram ao ruído constante ou então nem percebem que estão inseridas nesse contexto acústico infernal.

A cidade cresceu nos últimos anos, tanto no cenário econômico quanto no urbano, se modernizou, construiu novas avenidas, reformou as antigas, teve uma repaginada total. Mas com isso vieram problemas de centros urbanos em processo de crescimento como a falta de infraestrutura, falta de pavimentação nas ruas e realocação de pessoas.

O que chama mais atenção de quem anda no Centro nos horários de pico é o ruído, em especial nas redondezas do terminal urbano. Som alto de propagandas dentro e fora do terminal, oferecendo produtos ou tentando atrair clientes. Rádio com música não solicitada aos que esperam dentro do terminal, pregação de culto religioso, reforma de fachadas de lojas. Se as pessoas ficam incomodadas, não demonstram, sempre se escondendo dentro dos celulares ou fingindo não perceber a surra de barulho que pegam todos os dias.

Os carros são um problema de quem precisa se deslocar com eficiência nos horários comerciais, pois é preciso lidar com a impaciência e imprudência dos motoristas, manobrando carros como se estivessem na garagem de casa, gerando caos, tumulto, congestionamento e, consequentemente, barulho. Porém, o ruído de motores e buzinas de carros nem se comparam ao estressante e desnecessário barulho de motocicletas sem o devido escapamento.

Claro que tudo isso não se compara aos estabelecimentos que distribuem zoada sem o menor pudor, seja em zona residencial ou não. Esse é mais um problema da falta de planejamento da cidade, a falta de organização sobre o que é um bairro residencial e o que é um comercial, onde se pode transitar à vontade sem se preocupar com o sossego alheio. Essa não parece ser uma preocupação da prefeitura.

A construção civil é um destaque, já que é a maior responsável pelo ruído dissonante das cidades, juntamente com os automóveis. Causa todo tipo de poluição: atmosférica, hídrica, sonora, no solo etc. Enquanto as obras de Rio Branco forem negligenciadas vão continuar poluindo o ambiente e os ouvidos das pessoas.

Alice Maria Nunes

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