A sopa

Era início de noite, depois de uma tarde de chuva, e eu queria tomar uma sopa. Então, fui para cozinha de minha mãe improvisar com o que havia disponível.

Macarrão, feijão, alho, cebola, colorau e sal.

Eu não era profissional em caldos, muito menos com tão poucos ingredientes. Mesmo assim, pus-me a tentar.

Primeiro coloquei a água no fogo, em seguida o macarrão para cozinhar. Logo após, misturei todos os ingredientes que eu tinha.

Mas algo não deu muito certo, faltava alguma coisa. O sabor não era muito bom, nem mesmo para mim que não tenho muita frescura com comida.

Tive a brilhante ideia de adicionar um ingrediente secreto. Mas qual ingrediente?

Abri a geladeira e fiquei a meditar…

Do nada surge minha mãe, que me dá uma bronca:

– Fecha essa geladeira! A energia tá cara!

Imediatamente, fiz como ordenado. Sentei-me pensativa na cadeira:  E agora, o que eu faço?

Cebolinha não tem. Pimenta de cheiro também não. Caldo Knorr muito menos… Vejo uma lata de manteiga em cima da mesa e grito: ACHEI! ACHEI!  Faço a dancinha da vitória, tudo MENTALMENTE!

Coloquei uma colher de manteiga no caldo. Humm! Parece que melhorou. Adiciono outra colher generosa de manteiga. Pronto! A sopa está pronta!

Chamo todo mundo que estava em casa para experimentar. Meu pai é o primeiro a ir em direção a cozinha para se servir. Logo atrás, minha irmã e depois minha mãe.

O silêncio imperou no ambiente. Ninguém falava, só se ouviam sapos e grilos naquele momento.

Meu pai e eu fomos os únicos a se servir. As outras apenas olharam.

– Que sopa gostosa! – Exclamou meu pai.

– Ourra! Só tem gosto de manteiga! – Disse minha mãe.

Mais do que depressa meu pai contra-argumentou:

– Ora, e manteiga não é gostosa?

Andressa Pires

 

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